Suco de cevadis!



Ta aí o dono do "cassildis!".
Antônio Carlos Bernardes Gomes, o saudoso Mussum, foi (e ainda é) um dos maiores humoristas brasileiros.
Chegado numa boa 'cachaçis', num boteco, e em um bom samba ele aparece aqui no Botecador
na nova atração da casa - os Grandes momentos do boteco.

Para Beber ouvindo: Originais do Samba no festival de sucessos, 1977

Uma Coroa muito charmosa

Não é todo dia que se faz aniversário.

Só uma vez por ano.

O caro leitor deve estar perguntando se não tinha um modo mais imbecil de começar o post, mas se tratando da festa marcada para os dias 24 e 25 de janeiro em São Paulo a primeira frase fica um pouco menos tonta.

A cidade comemora 454 anos - com corpinho de 450 e olhe lá - do jeito que mais gosta: fazendo barulho. E não é pouco.

Só para ficar nas atrações mais bacanas:O vale do anhangabaú receberá tendas e palcos com atrações que vão desde o samba de Leci Brandão, até um grande baile da terceira idade, passando por DJs e oficinas culturais.

Já o parque da independência abrirá seus portões para o Funk Como Le Gusta e Jorge Ben Jor.

O FCLG é velho conhecido aqui do Botecador. Não é de hoje que músicas como vertiplano e 16 toneladas nos servem de fundo musical.











Jorge Ben é o outro grande nome da festa. Mais rodado que pneu velho, e mais conhecido que candidato a presidência em mais de 40 anos de carreira lançou uma caminhão de discos,tocou com todo mundo, inclusive com o próprio FCLG, e influenciou um monte de gente por aí também.

Esse puta show rola sexta-feira, dia 25, no Parque da Independência - aquele do grito do D. Pedro - e conta ainda com a apresentação da banda Glória e com a abertura do grupo Kholwa Brothers, de algum lugar da África-do-Sul.

Horário - 15:00

Local - Parque da Independência - v. Nazaré, s/nº - Ipiranga - São Paulo

Mais informações aqui

Para Beber ouvindo: Nação Zumbi - Da Lama ao Caos/Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)

Este tem dono

O simpático camarada do vídeo abaixo serve como exemplo para todo mundo que já falou, ou já ouviu, a famosa frase "cu de bebado não tem dono".

O cidadão não só prova que há direito de propriedade do portador (no caso o bebado) sobre seu orgão (no caso o cu) como também há a possibilidade de doa-lo, vende-lo, troca-lo e até mesmo perde-lo no carteado.

O aviso está dado.

Quando beber não aposte nada que seja de valor.

A noite em que resolvemos abraçar o capeta

Sexta feira quente em São Paulo, depois de muitas cervejas saí a decisão: "Vamos para o inferno!".

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O Neon vermelho da entrada combina com a localização e com a fauna na famosa rua augusta

Partindo do metrô consolação descemos a rua Augusta com sua famosa fauna, suas casas de facilidades e seus botecos com cara de boteco.
A entrada do Clube Inferno já poderia ser uma atração: neons vermelhos, paredes também vermelhas e um clima meio decadente. Poderia ser uma atração, se estivéssemos em qualquer outro lugar, mas já que acabamos na augusta nada, ou quase nada, nos assustaria nessa altura.
Depois de enfrentar uma pequena fila entramos na casa do tinhoso. O vermelho, as estampas de oncinha e a pouca luz terminavam de compor o ambiente.
Com o desenrolar da noite percebemos que Inferno realmente era o melhor nome para a casa.


O Atendimento: A simpatia e a delicadeza do segurança/guarda-roupa da porta podia servir como aviso, pena que não entendemos. Do Barman ao cara da chapelaria, principalmente este, a delicadeza paquidérmica no trato com as pessoas era evidente e irritante. Alguns pontos contra.
Nota: 2


Local/Localização: Ao contrário do que o nome diz, o Inferno não fica no inferno. Localizado próximo a estação consolação do metrô e numa travessa da augusta o acesso é fácil. O Palco te deixa a um metro da banda e tem espaço suficiente para assistir seu show sem ser pisoteado. Ponto à favor do Inferno
Nota: 4

Vale quanto pesa: Não. Quem gosta de boteco sabe que boteco bom é boteco barato. E o inferno não é dos mais atrativos pra quem está de carteira vazia. O preço da entrada vale a pena, desde que você curta a atração da noite. Já o preço das bebidas não é dos melhores. Ponto negativo para o inferno.
Nota: 2


Comes e bebes: No caso apenas bebes. E nada de especial.
Nota: 3


Fauna e Flora: Esse é certamente um dos pontos altos da morada do tinhoso. Desde roqueiros até os mais mordeninhos as pessoas são bem diferentes daquelas que você encontra nos botecos pé-sujo da vida. Só não espere encontrar pessoas normais. Ponto para o inferno.
Nota: 4


Algo Mais: O belíssimo show do Bidê-ou-Balde. Na falta de uma banda bacana fica dificil.
Nota: 3

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Bidê-ou-Balde: sem eles a noite teria sido muito mais longa

Resumindo, o Inferno não chega a fazer jus ao nome, mas na hora de escolher entre ele e um botequim qualquer ficaríamos com a segunda opção. Vale a visita se você quiser ter algumas histórias para contar. Se a idéia for beber, esqueça.

Nota Final

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Boteco Meia-Boca

Entre e sinta-se em casa

 

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O botecador é primeiramente uma casa de família, onde todo mundo é bamba, ou não. É certo que todo mundo por aqui bebe, e não é pouco, mas o samba agente deixa pra quem conhece falar.

Posteriormente é a casa da mãe Joana onde todo mundo gosta de uma conversa de balcão de bar, tem fígado calejado e sonha um dia encontrar  a batida perfeita, digo a cura da ressaca.

Nosso blog se propõe a prestar um serviço de grande utilidade pública: catalogar e classificar os melhores (e os piores) botecos, bares, biroscas, cervejas e toda sorte de bebidas mundo a fora.
Não conseguimos entender direito como é que a sociedade ocidental conseguiu sobreviver até hoje sem essa ferramenta, e esperamos que o Google não resolva lançar um serviço que faça esse trabalho por nós.
A fim de padronizar e otimizar as avaliações feitas por esse blog usaremos os seguintes critérios:

Atendimento: Quando você chega ao bar e a pessoa que te atende é um cara bacana fica tudo mais agradável.
Local/Localização: A cerveja certa no lugar certo não tem preço.
Vale Quanto Pesa: O atendimento pode ser de primeira, o lugar fantástico, e a cerveja geladíssima, mas se você gastar em uma rodada o que pretendia gastar na noite toda é melhor ir embora enquanto tem dinheiro para pagar o ônibus.
Comes e Bebes: Saco vazio não para em pé.
Fauna e Flora: Seres e coisas que irão dividir o bar com você.
Algo Mais: O lugar pode ser ruim, a cerveja pode não estar muito gelada, mas algo justifica a visita.

Todos os itens receberão notas de 1 a 5, e além desses outros detalhes interessantes do estabelecimento serão lembrados, mas não receberão nota.
Esperamos contar com a sorte nessa difícil empreitada.
Como diria Platão: "Sábio foi o homem que inventou a cerveja"
Pensando nisso e com o maior respeito pela história das antigas civilizações, o botecador irá levar a serio essa missão.

Abraços!